Translate

Mostrar mensagens com a etiqueta ESPECIAL BRASIL.... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ESPECIAL BRASIL.... Mostrar todas as mensagens

12/08/2010

Intercâmbio com o Brasil


O Andebol de Praia continua a ser uma modalidade de eleição no Brasil e aqui no Andebol de Praia continuamos a prezar o intercâmbio com os nossos irmão brasileiros. Desta vez actualizamos os links com dois sites do Rio de Janeiro, através do amigo Rómulo Valente:


Aqui podes ter informações não só do Campeonato Brasileiro como das etapas dos vários estados. Além disso são inúmeros os artigos interessantes. Como amostra fica aqui o trabalho
sobre as lesões no Andebol de Praia escrito pela Juliana Cubo, Fisioterapeuta da Selecção Brasileira de Beach Handball:

"Vamos falar sobre o mecanismo de lesão do ombro no Beach Handball.
Como já foi dito, o ombro é a estrutura mais comprometida nessa modalidade. Cabe a nós fisioterapeutas, juntamente com os treinadores e preparadores físicos entender a biomecânica do arremesso e com isso tentar minimizar seus efeitos lesivos, previnir novas lesões e principalmente melhorar a performance de nossos atletas.
Durante o arremesso com giro (característco da modalidade), o atleta executa os seguintes movimentos:
- Rotação de 360º e Inclinação do tronco;
- Abdução e elevação do ombro acima de 90º;
- Flexão de punho, mão e dedos (empunhadura da bola).(Lembrando que essa análise é referente somente aos membros superiores, os membros inferiores serão abordados posteriormente!)
Por ser um esporte extremamente dinâmico, tais movimentos são executados com muita força e velocidade. Outro fator importante a ser considerado é a diferença entre a bola no Handball indoor (quadra) e no Beach Handball, por ser mais leve, o atleta de beach handball acaba realizando um "chicote" no final do arremesso.Uma das maneiras de tentar minimizar essa agressividade na articulação, é trabalhar com os estabilizadores do ombro.O mais conhecido dos estabilizadores dinâmicos do ombro, é o Manguito Rotador ,estrutura composta por 4 músculos: sub-escapular; infra-espinal; supra-espinal; redondo menor. Um trabalho direcionado para essa estrutura, com fortalecimento adequado, e principalmente o desenvolvimento de propriocepção muscular e articular reduzem a incidência de lesões nessa prática esportiva. Hoje em dia já se sabe que a propriocepção é a chave para a recuperação funcional. Não existe uma definição consensual da propriocepção, mas alguns autores dizem filosoficamente, ser "a sensação de si mesmo". A propriocepção tem três componentes: uma consciência estática de posição, uma consciência cinestésica (que detecta movimento e aceleração), finalmente, uma atividade eferente em circuito fechado, para obter reflexo de resposta e controle da contração muscular Sist. Aferente e Eferente (Arco Reflexo). Esse é um assunto muito complexo e deverá ser abordado com muita cautela, já que o tratamento incoerente e com execssos, pode ao invés de ajudar o atleta, piorar o quadro. A mensagem que eu deixo é que todo fisioterapeuta que trabalha com esporte, seja qual for a modalidade, deve considerar antes de qualquer coisa, a biomecânica do esporte (o gesto esportivo, quais músculos atuam dinâmica e estaticamente),além de manter uma relação estreita com o treinador e preparador físico,sempre trabalhando em equipe. Com isso, a nossa atuação no esporte só tende a crescer !!!
Estou a disposição para maiores esclarecimentos !!!
É isso aí...até a próxima !!!"

03/10/2008

NOVO BLOGUE DO ANDEBOL PRAIA NO BRASIL


Depois de um pequeno interregno, forçado por afazeres profissionais, nada como começar dando boas notícias.

No Brasil, uma das melhores jogadoras de beach handball, Nadia Cristina acaba de lançar um blogue de andebol de praia! Confira aqui toda a actualidade do beach handball brasileiro:

09/09/2008

Para quem quer continuar a jogar Andebol de Praia...

Aqui fica o calendário das etapas no Brasil e os respectivos contactos dos responsáveis pela organização das etapas:


21/07/2008

Beach Handball brasileiro se mantém na elite! por Prof. Marcio da Rocha Magliano

Vindo do outro lado do mar, um artigo sobre a prestação do Brasil no Campeonato do Mundo de Cádiz:
"O Beach Handball Brasileiro encerrou a sua participação no Campeonato Mundial da Espanha (o primeiro na europa) com duas medalhas. Prata no masculino, perdendo pra Croácia e bronze no feminino, superando a Itália.
O Handebol de Areia é mais um desporto no qual o Brasil se encontra entre os melhores. Após o título mundial em 2006, no Rio de Janeiro, nos dois naipes, o país conseguiu novamente medalhas importantíssimas para a modalidade. O Beach Handball é um esporte ainda muito novo e a IHF (Federação Internacional de Handebol) está batalhando para que se torne um esporte olímpico, fato que certamente alavancaria o desporto de maneira incrível.
Infelizmente, por aqui temos a cultura de apenas valorizar o ouro, mas nós devemos aprender a valorizar também esses excelentes resultados conquistados por nossos atletas da areia. Enquanto o Handebol de quadra ainda não nos deu nenhuma medalha em competições mundiais, na areia estamos nos consagrando, cada vez mais, como uma potência.
Parabéns, Brasil!"

12/03/2008

ESPECIAL BRASIL...


Amigos do Andebol de Praia:
- Confesso que não podia estar mais satisfeito... ainda ontem começamos e conto já com ajudas preciosas para enriquecer este espaço! Primeiro, enviaram-me as fotos das equipas campeãs nacionais de 2007 e agora o Professor Antônio H. Guerra-Peixe envia-nos um super-artigo, uma verdadeira jogada espectacular. Obrigado a todos!


A Evolução do Handebol de Areia no Brasil

Prof. Antônio H. Guerra-Peixe

Professor Manoel Luiz, Presidente da Confederação Brasileira de Handebol – CBHb, que trouxe o Handebol de Areia para o Brasil, com o incentivo e apoio do Sr. Carlos Arthur Nuzman, encontrou um campo fértil para o desenvolvimento dessa modalidade. Competições importantes e de grande vulto, foram realizadas. O Brasil, através do Comitê Olímpico Brasileiro - COB, não mediu esforços para trazer ao País, equipes que pudessem realizar grandes eventos. Assim, foram realizados dois mundialitos dentro do Festival Olímpico de Verão. Essa competição, jogada nas areias de Copacabana com arquibancadas cheias, tinha ampla divulgação nos meios de comunicação.
Em 1998 e 1999 aconteceram duas competições Pan-Americanas de Handebol de Areia, mas somente no naipe masculino. O Brasil mostrava sua intenção de encabeçar a modalidade, promovendo e trazendo diversos países livres de despesas. Os títulos vieram e houve um grande envolvimento de todos. Nessa época, já realizávamos campeonatos nacionais.
Por problemas administrativos que fogem ao escopo desse artigo, o Festival Olímpico de Verão terminou. Muitas modalidades ficaram órfãs de boas competições. Com o Handebol de Areia não foi diferente. Entretanto, nesse momento a modalidade começou a viver um processo natural de crescimento. Competições estaduais e pequenos eventos, como o desafio Brasil X Portugal em Recife/PE, foram realizados. O campeonato nacional passou a ser de clubes.
Em 2000, a CBHb, resolveu investir em intercâmbio com grandes centros. Eu e o Professor Willian Felipe fomos levados ao 1º Campeonato Europeu, na cidade de Gaeta, Itália. Participamos ativamente das discussões acerca da modalidade, e voltamos confiantes no crescimento e desenvolvimento do Handebol de Areia. Em 2001, fomos avisados que haveria uma competição Internacional no Japão e que o Brasil se faria presente, representando a Pan-Americana. A competição foi o World Games, uma disputa de desportos não olímpicos. Ficamos em terceiro lugar nos dois naipes, o que foi um sucesso.
Em 2002, eu, o professor Willian Felipe e o professor Stanley Mackenzie, diretor de Handebol de Areia da CBHb, fomos para a Espanha assistir o 2º Campeonato Europeu. Para nós, e para o crescimento do desporto, essas viagens foram de grande valia, pois, a todo tempo, pudemos avaliar o estágio em que nos encontrávamos. Vimos que os europeus estavam investindo muito e que não demoraria, ficaríamos para trás.
Em 2004, disputamos o Pan-Americano que decidia duas vagas para o mundial do Egito. Nós vencemos no masculino com o Uruguai em segundo, e no feminino se deu o contrário. Infelizmente, o Uruguai não honrou a classificação por falta de verbas, e a Pan-Americana perdeu uma vaga nos mundiais. Nessa competição, o feminino jogou de igual com todas as equipes e o masculino ficou com a última colocação. Fomos com um bom grupo, mas nos faltava estrutura de treinamento e jogos contra equipes de bom nível.
No ano seguinte, fomos ao World Games da Alemanha. Melhoramos um pouco no tempo de treinamento, mas no masculino, pecamos por uma estrutura excessivamente amadora. Vencemos a Croácia, terceira colocada, e perdemos os outros jogos, porém, sempre na disputa de um x goleiro. O feminino lavou a nossa alma. Venceu na final a forte equipe da Hungria e sagrou-se campeã. Nesse jogo, o destaque foi a nossa goleira Maissa, que com um gol espetacular no último segundo, fechou o placar em dois set’s a zero.
O ano de 2006 é considerado o mais importante para o Brasil no Handebol de Areia. Foi o ano em que sediamos o Mundial masculino e feminino da modalidade. Realizamos o sonho dos dirigentes da Federação Internacional de Handball. Esses senhores queriam a todo custo que a competição fosse realizada na cidade do Rio de Janeiro, Praia de Copacabana.
No meio do ano, eu e a professora Claudia Monteiro, assistimos o 4º Campeonato Europeu, na Alemanha. Filmamos e estudamos nossos possíveis adversários. Durante o ano, participamos de competições de quadra. Nossa intenção era cooptar para o Handebol de Areia alguns atletas que não disputassem a Liga Nacional. Fizemos inúmeros treinos regionais pelo país, até chegarmos a uma seleção que treinou durante 25 dias na cidade de Praia Grande, São Paulo.
Ao desembarcarmos na cidade do Rio de Janeiro, tínhamos a convicção de que não havia nenhuma equipe imbatível. Todas se equivaliam. Fizemos quatro jogos com países de 1ª linha, antes do início dos jogos. Durante a competição, a equipe feminina foi superior as outras em todos os quesitos. Sagrou-se campeã sem nenhuma sombra de dúvidas. O masculino, numa chave de cinco equipes, saiu em quarto lugar. Cruzou com a 1ª colocada do outro grupo (Croácia) e venceu. Daí para frente firmou-se e venceu a competição numa disputa contra os Turcos, até então a única equipe sem derrota.
Nosso campeonato brasileiro está se firmando. Assim como em 2006, em 2007 disputamos um campeonato brasileiro com várias etapas, sendo uma etapa final realizada entre os vencedores das etapas anteriores. Ao final da etapa de 2007, anunciamos a seleção brasileira que disputou os Jogos Pan-Americanos no Uruguai. Fizemos uma excelente fase de treinamento na cidade de Aracaju e vencemos a competição nos dois naipes.
Paralelo ao crescimento na areia, enfrentamos uma dura batalha por um quadro de arbitragem específico. Espelhados numa dupla vencedora, que já apitou uma final mundial, Luiz Felipe e Sílvio, hoje podemos dizer que os árbitros investem recursos próprios para crescerem no novo desporto. Esse quadro é dirigido pelo Professor Alex Dourado (CE), um grande amigo e incentivador das duas comissões técnicas da seleção brasileira.
Essa trajetória tem também uma linha financeira. Não poderíamos deixar de citar os incentivos de Lei Federal, como o “bolsa atleta”. Onde atletas vencedores em competições internacionais têm direito a uma remuneração muito superior a média recebida pela população brasileira.
Num país continental como o nosso, encontramos Estados com a prática regular do Handebol de Areia, inclusive nas escolas. São muitas as competições em períodos de férias. Nesse sentido, vale salientar o trabalho incansável de inúmeros professores por todo país.
Hoje encontramos um espaço entre os desportos de alto nível. Temos uma excelente estrutura de treinamento e nunca deixamos de viajar para competições oficiais. Também é importante ressaltar que estamos praticamente independentes dos jogadores de quadra. Como pode ser observado, temos apoio irrestrito de nossa Confederação. Sabemos a luta pela qual passa o Presidente, Sr. Manoel Luiz, pois é do conhecimento de todos, que o Handebol de Areia ainda não tem recursos próprios. Podemos dizer também, que o Sr. Manoel é um defensor da praia em ambientes muitas vezes hostis.

11/03/2008

ESPECIAL BRASIL...






Bem! Confesso que não poderia esperar mais para o lançamento deste espaço! Uma recepção calorosa por parte de praticantes, treinadores, árbitros, etc! Depois a entrevista com o Prof. António Canelas, a grande referência do andebol de praia nacional e por fim, nada menos nada mais, que um incentivo vindo do outro lado do oceano, enviado pelo actual Técnico Campeão do Mundo, Professor Guerra Peixe, Seleccionador Nacional dos Seniores Masculinos do Brasil, a quem desde já agradeço a mensagem, que passo a publicar:

" Prezado Paulo Costa,
Recebi, através da Confederação Brasileira de Handebol, o endereço de seu blog. Fiquei feliz por sua iniciativa, por ver nessa ferramenta a possibilidade de crescimento do Handebol de Areia em seu país. Na verdade, Portugal não pode ficar de fora do processo de desenvolvimento da modalidade que ajudou a lançar. Fui em três Campeonatos Europeus, dois World Games e dois Mundiais sem a presença Lusa.
Como técnico da Seleção Brasileira de Handebol de Areia, estou a sua disposição para contribuir no que for possível para o desenvolvimento do Blog. Tenho alguns textos sobre a modalidade e muitas fotos. Se precisar escreva.
Forte abraço e sucesso!!!!
Prof. Guerra-Peixe"